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Diário de Gramado (5) A emoção de Corumbiara

Luiz Zanin Oricchio

13 de agosto de 2009 | 00h35

Ando tão ocupado que deixei de registrar algumas coisas legais de Gramado aqui no blog. E não vai ser agora, de madrugada, que vou pagar minhas dívidas. Fica para amanhã. Mas não posso deixar de registrar a que, para mim, foi a sessão mais tocante até agora, a de Corumbiara, de Vincent Carelli. A última cena, com um índio entoando uma canção ancestral, milenar talvez, vinda do Oriente, ou sabe-se lá de onde, bate fundo em cada um de nós. O filme é a arqueologia de um massacre e, desde já, um dos grandes títulos sobre a questão indígena no Brasil. Muito ainda falaremos sobre ele. Por ora, basta isso. Ele foi apresentado em Gramado, a sala não estava lá muito cheia, mas quem ficou ganhou um presente de valor inestimável. Uma dessas coisas que se levam para o resto da vida. Humanidade.

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