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Diário de Gramado 2012 Vinci

Luiz Zanin Oricchio

17 de agosto de 2012 | 12h54

O cubano Vinci, de Eduardo Del Llano Rodríguez, não chega a ser uma decepção, mas se poderia esperar coisa melhor do cinema cubano. É um trabalho de locação única, uma masmorra infecta em Florença, onde Leonardo da Vinci é jogado, acusado de sodomia. Vê-se em companhia de dois presos, um ladrão e um assassino, que se entusiasmam com a chegada do colega moço, boa-pinta e bem vestido. Leonardo só tem a sua arte a ajudá-lo em sua sobrevivência e, do seu convívio com dois seres brutos, surgirão diálogos interessantes e revelações inusitadas.

Claro, até pela proposta, Vinci é teatro filmado. Em cena, Leonardo, os dois condenados e apenas mais um personagem, o carcereiro. E, bem, alguns ratos. O melhor são alguns dos diálogos inteligentes, uma discussão sobre a utilidade (ou não) da arte. Sobretudo em condições árduas como as descritas. Será preciso dizer que, apesar de não vivermos em calabouços medievais, esta questão está sempre presente? Um gosto pelo grotesco e a interpretação estereotipada de um dos presos diminui o interesse pelo filme.

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