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Diário de Gramado 2012 Insônia

Luiz Zanin Oricchio

17 de agosto de 2012 | 12h38

Insônia, de Beto Souza, é uma comédia romântica que mescla adolescentes e adultos. É a história de Claudia, garota de 15 anos, filha de pai argentino que veio morar no Brasil. Ela perdeu a mãe quando criança e tem dificuldades de relacionamento. Comunica-se no chat com um personagem cujo nickname é Insônia, daí o título. A vida de todos muda de figura quando entra em cena Déia, interpretada por Luana Piovani. Luana não pôde vir a Gramado, o que significou um desfalque irreparável ao festival. Mulherão, com presença forte em cena. Já o filme pretende-se moderninho, com o uso auxiliar de técnicas de animação. Mas não parece ter muito a dizer.

A mostra competitiva de longas estrangeiros prosseguiu com Diez Veces Venceremos, de Cristian Jure (Argentina), e Leontina, de Boris Peters. Dois documentários. Duas experiências penosas.

Diez Veces Venceremos joga na linha engajada ao refazer a trajetória de Pascual Pichún, ativista mapuche acusado de terrorista e preso. Tema nobre, fatura documental um tanto desastrada, tentando dar naturalidade a cenas que obviamente são reconstituições. Redundante em sua estética, deixa de fora informações essenciais sobre o personagem.

Já Leontina acompanha a personagem-título em sua venerável velhice. Aos 81 anos, Leontina lembra-se do marido, levado pelo mar. A câmera devassa-lhe o corpo, a ponto de vermos na tela imagens de uma endoscopia. A decadência física é um fato da vida, penoso; captada e exposta em superclose torna-se cruel.

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