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Diário de Gramado 2011: Noite de kikitos

Luiz Zanin Oricchio

13 de agosto de 2011 | 18h25

GRAMADO – Daqui a pouco vamos ao Palácio dos Festivais para o encerramento de mais um festival. Desceu uma neblina brava sobre a serra gaúcha. O dia foi de sol até mais ou menos a metade da tarde, e eu saí, todo verão, desprevenido. Quando voltei do almoço, o vento frio já me causou arrepios. Mudou o clima. Mas que clima? Ainda existem estações definidas neste mundo? À tarde é verão, à noite inverno, na maior desfaçatez.

Mas nada disso interessa. O que importa, no mundinho do cinema, este que ignora a crise mundial, o sobe e desce das bolsas de valores e o preço do euro, é quem vai levar os kikitos, o troféu solar do Festival de Gramado.

Não sei. Mas tenho palpites. Acho que a insuficiência da mostra brasileira deve levar a uma boa distribuição de prêmios. Riscado é meu favorito. Mas Uma Longa Viagem também é muito bom. Há outros filmes dignos, como As Hipermulheres e Olhe para Mim Outra Vez. Outros, nem tão bem sucedidos, podem receber prêmios de consolação. Deve ser uma premiação tipo reforma agrária.

Entre os latinos, eu ficaria com o mexicano A Tiros de Piedra, que, no entanto, foi bem prejudicado pela exibição da cópia DVD de serviço, com marca d’água antipirataria e tudo. Mas é um filmaço, talvez o melhor, pelo menos em minha opinião, numa mostra bem superior à brasileira.

É isso. Gostaria de convidar vocês para assistir à transmissão pelo Canal Brasil (Net 66) e a gaúcha Telecom. Sob o comando firme e terno de Simone Zucolotto, estaremos, Roger Lerina e eu, nos comentários. Até mais.

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