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Diário de Gramado 2010: O remador de Ben-Hur

Luiz Zanin Oricchio

09 de agosto de 2010 | 08h37

O que me espera hoje? Uma reunião do júri da crítica e debate dos filmes pela manhã; almoço rápido; debate da crítica e início da exibição dos curtas-metragens à tarde; sessão dupla à noite. Nos intervalos, preciso encontrar um tempinho para postar no blog e ler algumas páginas de um livro que tenho de resenhar. Ufa!

Lembro das primeiras vezes em que vim a Gramado. Havia cinco ou seis longas e uns doze curtas em competição. Os debates pela manhã. E era só. Dava para almoçar com calma, passear um pouquinho e até fazer a sesta, se fosse o caso. Via-se menos e com mais intensidade. Talvez assimilássemos melhor. Tudo mudou. Festivais viraram grandes eventos midiáticos e, como na televisão, não toleram espaços em branco. Tudo é preeenchido e a agenda é esticada ao máximo. Tornaram-se maratonas.

Hoje em dia, nos festivais, trabalha-se mais do que um remador de Ben-Hur, como dizia Nelson Rodrigues.

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