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Diário de Gramado 2010: Dois Irmãos

Luiz Zanin Oricchio

07 de agosto de 2010 | 18h37

Bem legal o argentino Dois Irmãos, de Daniel Burman. Irmão e irmã, já meio entrados em anos, convivem com alguma dificuldade. Ele é um artesão que cuida da mãe; ela é uma enrolona, com negócios no mercado imobiliário. Quando a mãe dos dois falece, o relacionamento entre irmãos torna-se mais próximo – e também mais tenso.

Gosto do cinema delicado de Burman – Abraço Partido e Negócios de Família –, com sua temática intimista, familiar, diálogos bem cortados e cheios de sutileza. Aqui não é diferente. Há todo um subtexto que vai emergindo à medida em que se aprofunda o relacionamento entre os irmaos. Saimos do cinema com um sorriso no canto da boca.

O cinema pode ser simples, inteligente, sem qualquer recurso extraordinário, sem efeitos especiais nem grandes orçamentos. E mesmo assim, ou talvez por isso mesmo, nos dizer tanta coisa.

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