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Diário de Fortaleza (9): Jornalismo de primeira, Savio sobre o Che

Luiz Zanin Oricchio

03 de agosto de 2009 | 17h50

Acabei de ver a última parte da trilogia de Roberto Savio sobre a trajetória do Che. Não hesito em dizer que é uma das mais extraordinárias reportagens que vi. Meio no calor da hora, pouco depois do assassinato do Che na Bolívia, Savio vai atrás a história do guerrilheiro. Entrevista deus, o mundo e o raimundo. Do cara que executou o argentino até Mario Monge, presidente do Partido Comunista Boliviano, que não apoiou a guerrilha. Fala com presidentes como Salvador Allende e camponeses anônimos, que viram Guevara passar como uma sombra por suas vidas, sem saber direito quem era. Estupendo. Três horas e meia de história de verdade. Foi produzido pela RAI, que não gostou do material e editou-o em dois programas de 50 minutos, à revelia de SAvio. O que vimos aqui em Fortaleza foi a cópia do autor. Quem gosta de documentário, ou simplesmente de história ou jornalismo, ficou em estado de graça.

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