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Diário de Floripa 2012

Luiz Zanin Oricchio

18 de junho de 2012 | 11h44

Na noite de abertura do FAM, o diretor Nelson Pereira dos Santos, com voz embargada de emoção, pediu um minuto de silêncio à plateia em homenagem ao cineasta Carlão Reichebach, morto na véspera. Foi ainda com essa emoção que o público seguiu a apresentação de A Luz do Tom e aplaudiu muito ao final. Houve um problema técnico na projeção, mas depois foi corrigido e tudo seguiu bem.

Após a noite de abertura, o festival, dedicado a produções do Mercosul, apresentou seus primeiros concorrentes. Um ótimo início com o argentino El Polônio, de Daiana Rosenfeld, e o uruguaio La Vida Util, de Federico Veiroj.

Em seu primeiro longa, Daiana vai ao Cabo Polônio, comunidade remota do Uruguai, formada por apenas 60 pessoas, e acompanha uma personagem que lá tenta se reequilibrar após o trauma de haver perdido uma filha. Um bonito documentário, mais observacional que de entrevistas, mergulho no cotidiano de vidas nada comuns.

Já em La Vida Util, Veiroj mostra, em linguagem ficcional (e em fotografia em preto e branco) a crise institucional que atingiu a Cinema Uruguaia. No elenco, um crítico de cinema, Jorge Jellinek, e um dos ex-diretores da Cinemateca, Manuel Martinez Carril. Talvez o filme faça mais sentido para cinéfilos. Mas, enfim, supõe-se que quem vai ao cinema tenha interesse pelo próprio.

Tenho ficado também muito bem impressionado pelo público do festival. É realizado em duas salas da universidade, que invariavelmente ficam cheias. Público jovem, atento, entusiasmado. Legal.

Começo promissor para o festival, que está em sua 16ª edição.

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