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Diário de Brasília 2011: O xabu de Dirceu e o incendiário Barretão

Luiz Zanin Oricchio

28 de setembro de 2011 | 16h17

A maior polêmica do Festival de Brasília dissolveu-se por si só, como naquela propaganda de leite em pó, aquele que dissolve sem bater. José Dirceu, bête noire da mídia nacional viria falar no seminário sobre Novas Perpectivas do Cinema Brasileiro, o que rendeu controvérsias em jornais diários, revistas semanais e redes sociais. Alegando que não poderia chegar a tempo, pois estaria com Lula em Paris, Dirceu não apareceu. Deixou a cadeira vazia, fotógrafos e cinegrafistas na mão com pautas não cumpridas, e toda uma plateia (pró e contra) frustrada. À noite, Dirceu lança seu livro de memórias aqui mesmo em Brasília. Não há de faltar.

Em compensação, para quem julgava que o encontro seria morno com a ausência de Dirceu, Luiz Carlos Barreto, o famoso Barretão, disparou: segundo ele, há muitos cineastas individualistas, que só pensam em seus projetos pessoais e nunca no cinema brasileiro em seu conjunto. Dizendo que, como nordestino (é de Sobral, no Ceará), costuma matar a cobra e mostrar o pau, declinou a quem se referia: “Meus queridos Fernando Meirelles e Walter Salles jamais puseram seu prestígio e talento a serviço do projeto do cinema brasileiro. Pensam apenas em seus filmes. “

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