Diário de Brasília (5): FilmeFobia, objeto não identificado
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Diário de Brasília (5): FilmeFobia, objeto não identificado

Luiz Zanin Oricchio

21 de novembro de 2008 | 00h30

fobia

BRASÍLIA – Só um postezinho, miúdo mesmo, antes de dormir. Sabe aquele filme do qual você sai sem sequer saber se gostou ou não? Taí: FilmeFobia, de Kiko Goifman, com Jean-Claude Bernardet no papel do cineasta Jean-Claude. Ficção? Documentário? Ambos? Ou melhor: auto-ficção, como andou teorizando o próprio Jean-Claude? Objeto não identificado, estranhíssimo, aquele tipo de filme que não pode ser comparado com nenhum outro. De certa forma, o objeto ideal para um crítico. Desde que, claro, ele não tenha fobia do desconhecido. A platéia reagiu de forma dividida: parte vaiou forte; outra parte aplaudiu. É uma reação lógica a um dispositivo cinematográfico que mostra um filme sendo feito a respeito das fobias de várias pessoas. Metacinematográfico o tempo todo, traz cenas incômodas, bastante “reais”, embora se saiba que estão sendo encenadas. Com exceção de uma, incômoda, quando o próprio “cineasta” recebe uma injeção no olho, como parte do tratamento que realmente faz. Ufa! Amanhã eu penso nele.

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