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Diário de Brasília (7): Declínio de um grande cinema

Luiz Zanin Oricchio

22 de novembro de 2008 | 11h00

BRASÍLIA
O Cine Brasília já foi a sala mais confortável do País para se ver um filme – e acho que o festival da cidade deve muito a essas boas condições. Já não é mais. A temperatura interna é de sauna, o que leva à sonolência em obras, digamos, menos estimulantes. Além disso, a área reservada à imprensa foi diminuída e é freqüentemente invadida por outros credenciados. Se você não chegar com muita antecedência, não terá condições de trabalhar. Parece que falta essa compreensão: para o jornalista que cobre o festival, aquilo é trabalho, não lazer ou fruição. Soube que a atual coordenadora (ou coordenador?) do Cine Brasília assim reagiu quando lhe disseram que com a diminuição do número de fileiras não iriam caber os jornalistas credenciados: “Que sentem no chão”. Essa declaração, à la Maria Antonieta (“não têm pão? Que comam brioches”), se verdadeira, mostra bem qual é a relação atual do Cine Brasília com seu público e com a imprensa.

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