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Diário de Brasília 2015 (2). A Família Dionti e o realismo mágico mineiro

Luiz Zanin Oricchio

17 Setembro 2015 | 18h07

 

Brasília. Bem recebido A Família Dionti, de Alan Minas, que, apesar do sobrenome, é carioca. Mas o filme é mesmo cheio de mineirice. Produzido em Cataguases, filmado em pequenas cidades da região, fala da história de uma família sem mãe, com pai criando dois filhos adolescentes. Chega por ali uma menina encantadora, que diz fazer parte de um circo acampado por perto. Desperta o amor de um dos garotos.

O filme tem seu encanto. Não abusa do recurso “mágico” e mantém um ritmo amigável, sossegado, quase pastoril. Destinado ao público infanto-juvenil, emocionou muito marmanjo no Cine Brasília. Minha explicação: as pessoas estão submetidas a tal brutalidade no mundo contemporâneo (hipercapitalismo, competição a todo custo e, nosso caso particular, o pega-prá-capar político) que têm nostalgia de épocas mais inocentes. E amenas.

Os dois primeiros curtas, Command Action e À Parte do Inferno, também agradaram. O primeiro é ambientado no interior de São Paulo, em Rio Claro, e mostra uma disposição observacional interessante, embora com prosa porosa e aberta. O segundo, recebendo influências variadas como as de O Som ao Redor, Trabalhar Cansa e da obra de John Carpenter, aposta no suspense. Mãe e filho moram numa casa na qual uma mancha de umidade não para de crescer e uma multidão de pessoas estranhas ameaça lá fora. Ambos interessantes.

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