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Diário de Brasília 2015 (10). E ‘Big Jato’ venceu o festival

Luiz Zanin Oricchio

22 de setembro de 2015 | 23h48

Matheus Nachtergaele, em Big Jato

Matheus Nachtergaele, em Big Jato

 

BRASÍLIA.

Big Jato, de Claudio Assis, é o grande vencedor do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Além do troféu de melhor filme, recebeu os Candangos de trilha sonora (DJ Dolores), roteiro (Hilton Lacerda), atriz (Marcélia Cartaxo) e ator (Matheus Nachtergaele).

Depois de Big Jato, o filme mais aquinhoado pelo júri foi Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba, com os troféus de montagem, direção de arte, fotografia, atriz coadjuvante (Giuly Biancato), ator coadjuvante (Lourinelson Vladimir) e direção.

Fome, de Cristiano Burlan faturou os prêmios de som e o Prêmio Especial do Júri, este destinado a Jean-Claude Bernardet por sua atuação como um sem-teto no enredo do filme.

O Júri Popular premiou A Família Dionti. Portanto, dois longas saíram de mãos abanando para o júri oficial – Prova de Coragem e Santoro – o Homem em sua Música. Mas este, pelo menos, tem o consolo de ter levado o Prêmio Assembléia Legislativa, destinado aos filmes de Brasília.

Já o melhor curta, para o júri oficial, foi Quintal, de André Novais, de Minas Gerais.

No resumo da ópera, foi uma premiação justa, embora talvez destacar o trabalho de Minha Amada Morta, do estreante Aly Muritiba, como melhor filme, tivesse sido melhor para o festival. Com a vitória nesta edição, Claudio Assis torna-se tricampeão de Brasília. Ganhou em 2002 com Amarelo Manga, em 2006 com Baixio das Bestas e agora com Big Jato.

Isso não impediu que fosse novamente vaiado ao receber o prêmio, como acontecera na sessão de apresentação do filme. Claudio, meio transtornado, enfrentou as vaias, mandou que as pessoas calassem a boca, discutiu em pleno palco e, por fim, foi aplaudido. Quem salvou a noite, mais uma vez, foi Matheus Nachtergaele, com sobriedade, presença carismática e tranquila, o que contribuiu para acalmar os ânimos e o próprio Claudio Assis.

No fim, tudo acabou bem. Foi um belo festival e a premiação mostrou-se coerente e rigorosa. Boa também a votação da crítica, organizada pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) que premiou como melhor longa Para Minha Amada Morta e melhor curta, A Outra Margem.

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