As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Diário de Brasília 2012 Boa Sorte, meu Amor

Luiz Zanin Oricchio

22 de setembro de 2012 | 10h42

Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão, é outro dos tantos competidores pernambucanos nesta edição do Festival de Brasília. Um projeto que se deseja ousado e diferente. A começar pela opção de filmagem em preto e branco. O filme abre com um longo plano em câmera parada no qual um pai conta para o filho as origens da família. É um introito à história de Dirceu, cujas raízes estão na elite latifundiária do Estado, cujo capital é reciclado na construção civil no Recife. Aliás, a família é dona de uma próspera empresa de demolição, atividade lucrativa em uma cidade que está sendo destroçada, como os cineastas locais não cansam de lembrar.

Dirceu apaixona-se por Maria, que tem a mesma origem mas é criatura de outra natureza. Sensível, cultiva a música, é misteriosa e independente. O caso de amor assimétrico comenta a também pouco harmoniosa modernização capitalista do Estado. Pena que o filme adote estética maneirista e estilosa, o que o enfraquece um pouco.

Tudo o que sabemos sobre:

Festival de Brasília

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.