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Diário de Brasília 2010: É só o começo…

Luiz Zanin Oricchio

23 de novembro de 2010 | 19h36

Da minha janela vejo o Congresso e a noite caindo sobre Brasília. Bonito. Daqui a pouco saio para o Teatro Nacional, onde acontece a cerimônia de abertura do Festival de Brasília. É o 43º festival e o meu 20º. Vim aqui pela primeira vez em 1991, quando a crise do cinema brasileiro estava no auge. Vi muito filme ruim. Mas vi também O Corpo, do José Antonio Garcia, que acabou vencendo.

Foi meu début em festivais de cinema. Conheci muita gente. Fiz amizade com o saudoso Edmar Pereira, crítico do Jornal da Tarde. Lembro que íamos, de manhã, numa kombi, ver os filmes no Cine Brasília. Nessa mesma kombi, um dia, falamos mal de um filme sem nos darmos conta de que o diretor estava lá dentro. Saia justa e lição para o resto da vida: em festival, não se comenta filme em público. No máximo, em petit comité, roda de jornalistas, e tomando cuidado para ver se não tem bico sacando a conversa. Lembranças…

Enfim, daqui a pouco vamos ver mais uma apresentação da orquestra sinfônica do teatro que, conforme a tradição de todos os anos, abre o festival. E, em seguida, exibição da cópia restaurada de Liliam M. Relatório Confidencial, do nosso querido Carlos Reichenbach, uma das poucas pessoas de fato libertárias que conheci na minha vida. Algo me diz que a noite vai ser legal. Tomara.

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