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Diário de Brasília 2010: O estranho debate de ‘Os Residentes’

Luiz Zanin Oricchio

27 de novembro de 2010 | 13h47

Se pretensão pagasse dividendos, a equipe de Os Residentes, de Tiago Mata Machado, sairia rica de Brasília. As falas foram um pouco reflexo do filme que ontem se viu ontem no Cine Brasília – uma meia sola de Godard, alinhavada com outras referências a Cassavetes, Eustache, etc, etc, etc e tal. O diretor, no palco, disse que vinha trazer oxigênio ao cadavérico cinema brasileiro contemporâneo, “presa do realismo”, segundo Tiago.

No debate, não dava respostas, pronunciava conferências, em que uma citação ligava-se a outra, de maneira um tanto aleatória. Uma atriz disse que não poderia responder sobre determinada cena, “para não quebrar o mistério”. Tiago decretou que a crítica teria de se habituar a esse tipo de filme. Foi aplaudido pela equipe. E foi por aí.

A falta de disposição ao diálogo talvez sinalize que o filme não precisa ser discutido. Ou que seria indiscutível. Quem falou e disse no final, foi a produtora (cujo nome me escapa) , que disse que os espectadores deveriam se reportar à dissertação de mestrado de Tiago, sobre Godard, para de fato compreender o trabalho dele.

Então tá.

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