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Diário de Brasília (14): A Falta que me Faz e projeções

Luiz Zanin Oricchio

24 de novembro de 2009 | 10h20

Como o bonito documentário A Falta que me Faz, de Marília Rocha,e os curtas Azul, de Eric Laurence, e Faço de Mim o que Quero, de Sérgio Oliveira e Petrônio de Lorena, terminou a mostra competitiva do Festival de Brasília.

Antes de qualquer consideração: foi bem melhor que a do ano passado, em especial na seleção dos curtas-metragens. Havia, entre os concorrentes, pelo menos,uns cinco ou seis curtas em condições de ganhar o festival. Dá para prever, então, muita dispersão entre os prêmios que serão distribuídos hoje à noite no Teatro Nacional. Seria uma forma de contemplar a qualidade da seleção apresentada. Mas o vencedor será um só. E aposto em Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho.

Entre os longas, a mesma coisa, ou quase. Depois da desastrosa seleção do ano passado, Brasília se redimiu e apresentou vários filmes dignos de ganhar o festival. Entre eles, esse que dá título ao post, documentário da escola mineira que nos coloca na intimidade de quatro moças de Curralinho, na região de Diamantina, entrando na idade adulta sem grandes perspectivas pela frente. Muito expressivo do ponto de vista visual, é um filme de identidade feminina, sensível, respeitoso de falas, sotaques e sentimentos. A paisagem entra como personagem, mas não de maneira estetizante.

Belo, muito belo. Assim como são outros filmes que já comentei em posts anteriores como Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel, e É Proibido Fumar, de Anna Muylaert.

Tenho a impressão de que os prêmios principais se dividirão entre esses três concorrentes, com predomínio de É Proibido Fumar, talvez o virtual ganhador desse festival, pelo menos na minha impressão.

Mas, tudo isso é mero palpite. De cabeça de júri nunca se sabe de fato o que vai sair.

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