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Diário de Brasília (10) : Quebradeiras

Luiz Zanin Oricchio

21 de novembro de 2009 | 10h38

Com Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel, o público de Brasília teve uma experiência diferente. Acostumado o cinema falado (e às vezes gritado) que predomina, curtiu um filme feito de imagens, música, silêncio. As personagens: as quebradeiras de coco-babaçu da região do Bico do Papagaio, entre Maranhão e Tocantins. O documentário oferece um mergulho no cotidiano das mulheres; em seu trabalho, seu lazer, suas danças e cantos tradicionais. Nada folclorizante, pelo contrário, constroi um retrato da beleza e da dignidade daquele povo. Houve quem se queixasse da falta de informações sobre as trabalhadoras, o coco, as condições de trabalho e o que mais fosse. Não eu. Dei-me satisfeito pela curtição audiovisual que me foi oferecida. Se quiser saber mais, vou ao Google. O cinema não tem obrigação de ser didático. Tem de impactar, poeticamente. E isso Quebradeiras faz.

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