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Diário da Mostra 2010: Film Socialisme

Luiz Zanin Oricchio

01 de novembro de 2010 | 23h27

Ainda estou sob o efeito do novo Godard. Vamos digerindo aos poucos. A primeira coisa a ser dita é sobre o choque entre imagens e som absolutamente genial. Vai-se no filme como se vai em uma viagem – em boa parte, aliás, ele se passa em um transatlântico. O Costa Concordia que, aliás, de vez em quando aporta por aqui, em Santos.

Às cenas filmadas, Godard junta outras, de arquivo. E filmes, como o Encouraçado Potemkim, de Eisenstein. O entrelaçamento de imagens, e citações, algumas literárias, é surpreendente.

A questão é a Europa. Para onde vai o continente? De forma mais ampla: para onde vai o mundo?

Mas é como se Godard desenhasse o esboço de uma teoria cubista da História. A tragédia está toda lá. A redenção, talvez.

Volto ao assunto.

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