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Diário da Mostra 2010: FHC no filme de Jabor

Luiz Zanin Oricchio

27 de outubro de 2010 | 00h13

Quem tem prestígio, tem mesmo. No final da pré-estreia paulistana de A Suprema Felicidade, o novo filme de Arnaldo Jabor, quem apareceu para dar um abraço no cineasta foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aliás, a plateia do Cine Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, parecia uma sucursal tucana. Mas nem mesmo esse público tão favorável e identificado com o diretor produziu uma consagração final. Os aplausos foram bons, porém um tanto protocolares.

A reação faz sentido. A Suprema Felicidade é um filme bonito, memorialista, uma reconstrução da infância e juventude do diretor no Rio dos anos de ouro. À sua maneira, é um Amarcord carioca, com belo elenco, bons momentos, música de qualidade mas que, no conjunto, não chega a emocionar tanto e nem faz rir, como se esperava. Essa é uma primeira impressão. Vamos deixar o filme sedimentar um pouco e ver o que dele fica no nosso consciente e, melhor ainda, no inconsciente que é sempre o nosso melhor conselheiro.

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