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Diário da Mostra 2010: uma forma estressada de ver filmes

Luiz Zanin Oricchio

28 de outubro de 2010 | 00h25

A Mostra é o máximo e todos nós devemos ser agradecidos a ela etc.

Mas, há que se convir: a proposta de filmes em maratona produz estresse em muita gente. A luta pelos ingressos, o cansaço, a má alimentação, as filas – tudo isso vai deixando as pessoas exaustas e nervosas. Há muito prazer em ver os filmes. Mas os nervos estão à flor da pele, como se diz. Já andei vendo várias brigas dentro de salas de projeção porque há cinéfilos fundamentalistas que se disputam por qualquer coisinha, de um esbarrão na poltrona a um barulho de papel de bala. Haja saco para aguentar essa gente que, depois da Mostra, inexplicavelmene some dos cinemas, como se voltasse às catacumbas.

Hoje à noite vi coisa de outra natureza. Parece que venderam mais ingresssos do que podiam na sala 4 do Arteplex para o filme Um Mundo Melhor, na sessão das 20h. Outra explicação é que teriam transferido o filme da sala 2 para a 4, que é menor. De qualquer forma, tinha gente sem lugar para sentar, houve discussão e bate-boca. A sessão seguiu até o fim. Fui abordado, na saída, por um casal que disse que tinha ingresso e não conseguiu entrar. Pedi que me mandassem um e-mail explicando com detalhes o caso. Vamos ver no que vai dar.

O clima no interior da sala não era condizente com o título do filme. Não é desse jeito, me parece, que iremos construir um mundo melhor. Longe disso.