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Diário da Itália (3) Olmi e Oliveira

Luiz Zanin Oricchio

26 de agosto de 2008 | 20h23

VENEZA – Bem, um post ultra rápido, antes de dormir. Noite mágica na sessão em homenagem a Ermano Olmi, no Campo de S. Pólo. Primeiro, uma recepção no Pallazzo Quirini Dubois. Sem querer, acabei servindo de intérprete na conversa entre os dois mestres, Manoel de Oliveira e Ermano Olmi, me revezando com Leon Cakoff e Marco Muller. Acho que ele se disseram coisas bem interessantes, como depois vou contar na minha matéria para o Caderno 2. Depois, a sessão propriamente dita, com A Lenda do Santo Beberrão (será que é esse mesmo o título em português?), filme que venceu o Festival de Veneza há exatos 20 anos. Adorei rever Rutger Hauer no papel do clochard que tenta em vão pagar uma dívida a Santa Tereza. Filme profundamente católico – nossa dívida principal é impagável, nunca saímos do pecado original. Fora isso, o rigor da direção e da fotografia, o senso do detalhe e da luz são impressionantes. Depois, mais um coquetel, na praça, com queijo do Vêneto e vinho da região de Asiago, onde Olmi escolheu viver. Na volta ao hotel, no táxi aquático, pelo Canal Grande. Repito: noite mágica. E agora vou dormir, que amanhã tem mais. Muito mais, aliás, e bem cedo.

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