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Demissão de Frateschi

Luiz Zanin Oricchio

07 de outubro de 2008 | 16h45

Celso Frateschi demitiu-se da Funarte, ao que parece culminando um processo de fritura que já vinha de algum tempo. Frateschi pediu demissão dois dias depois de uma matéria em O Globo que denunciava a rápida aprovação da inscrição do projeto Ágora na Lei Rouanet, trâmite que costuma demorar meses e, neste caso, saiu em poucos dias. A Ágora é de propriedade da mulher de Frateschi, a coreógrafa Sylvia Moreira. Frateschi rebateu dizendo que a Petrobras já havia se interessado pelo Ágora desde o ano passado e que este era um projeto que dava seqüência a outro, daí a sua urgência.

Em sua carta de demissão, Frateschi, através de um episódio, dá idéia de como foi recebido no Rio de Janeiro ao assumir a Funarte, entidade federal, mas com sede na antiga capital do País:

“No meu primeiro dia de trabalho na Funarte, durante o almoço com Pedro Braz e Sergio Sá Leitão, fui abordado pelo jornalista Ancelmo Gois também do Jornal O Globo. A sua única pergunta foi se eu seria o paulista que teria vindo tomar a Funarte. Surpreso com a grosseria, demorei dois segundos para responder, o que foi suficiente para ele emendar: “Pois fique sabendo que, para mim, paulista bom é paulista morto”. Virou as costas e foi embora. Felizmente o Rio de Janeiro não se traduz no preconceito dessa figura.”

Para ler a matéria completa e a íntegra da carta, clique aqui.

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