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De volta, com Brillante Mendoza

Luiz Zanin Oricchio

17 de setembro de 2009 | 10h13

Bem, cheguei, entrei no fuso horário, e hoje à noite vou ver Kinatay, de Brillante Mendoza, do qual me dizem horrores, ou maravilhas. Gostei demais de Lola, para mim o melhor do Festival de Veneza, mas que saiu de mãos abanando na premiação. Paciência. Em todo caso, parece que Mendoza faz um cinema que sai da rotina, que busca alguma coisa, sei lá, no sentido de perfurar o real, de ir ao sentido das coisas, de forma muito brutal, incisiva, que à falta de melhor definição chamam de realista, neorrealista ou naturalista. Acho que é outra coisa, mas prefiro não definir. Existe mais de uma maneira de buscar as coisas, diversidade que os fanáticos não toleram. Talvez a via da delicadeza seja uma; a da brutalidade, outra. E uma não anula a que parece ser a sua oposta, para, mais uma vez, irritação dos fundamentalistas. Estou falando de Kinatay pelo que dele ouvi dizer. Lola nada tem de brutal. Tem de duro, o que é diferente. Sem qualquer comparação, por favor, mas apenas em termos de referência: Buñuel era duro.

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