Curvas da vida
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Curvas da vida

Luiz Zanin Oricchio

04 de dezembro de 2012 | 17h16

A gente vai ver esse Curvas da Vida por causa do Clint, o que é razão suficiente. Ele nunca decepciona. Mesmo em papel bastante chapado, sem nuanças, até piegas, ele convence. Talvez pelo rosto devastado, que lhe dá aquele ar de quem tudo viu, sofreu e mesmo assim não entregou os pontos. A dignidade está esculpida nas rugas. E fala pela voz rouca.

Mas é claro que o filme, em si, é meio decepcionante, porque previsível demais e não porque a gente não entenda as regras do jogo, como andei lendo por aí. As regras que se danem. Interessa é a história humana que está por trás delas.

Clint é o velho olheiro de beisebol, aquele tipo que procura novos talentos para seu time nos caminhos universitários da vida. Pois nessa quadra da existência, o que falha é, justamente, o olhar agudo que o servira até então.Tem de escorar na filha, Amy Adams, bastante contra a vontade. A moça foi criada no ambiente do esporte mas seguir carreira na advocacia. Deu tudo na área e está à espera de uma promoção. A vida não é justa, etc.

Duas constatações: Primeira: mesmo filmes menores, como é bem o caso deste, pode ser salvo por um ator que nele se coloca por inteiro. Segunda: os americanos conseguem fazer muito mais filmes sobre seus esportes favoritos do que nós sobre o futebol. Com Giorgetti e algumas outras exceções de praxe, a ficção brasileira ainda está devendo ao futebol. 

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