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Corinthians , São Paulo e Santos seguem devendo

Luiz Zanin Oricchio

23 de março de 2008 | 19h15

Duas vitórias magras, de 1 a 0, sobre adversários muito fracos. Corinthians e São Paulo fizeram a lição de casa, como se diz, contra Rio Claro e Guarani. Mas é muito pouco para dois times grandes e candidatos ao título paulista. O jogo do São Paulo, então, foi muito ruim. Contra um adversário tosco (espanta que alguns jogadores atuem na primeira divisão de profissionais), o tricolor salvou-se com um golzinho de Borges que estava no banco por insondáveis desígnios de Muricy Ramalho.

Adendo ao post (20h30): Acabo de ver também Guaratinguetá 0 x Santos 1. Claro que o Santos teve a tarefa facilitada pela expulsão de Jackson. Mas acho que o Guará ficou devendo futebol. Afinal, é o líder, jogava em casa, contra um time cansado da Libertadores, etc. Na verdade, o Santos começou melhor, não marcou e depois o jogo se equilibrou.

Já no segundo tempo, o Santos alugou seu meio campo e ficou batendo no Guará. Poderia ter tomado o gol de contra-ataque, mas Marcinho Guerreiro foi quem definiu o jogo, já “no apagar das luzes”, como diziam os locutores românticos.

Mais uma vez faltou criatividade ao meio de campo do Santos e alguém que metesse a bola dentro lá na frente, órfão que estava de Kléber Pereira.

Mas na falta de tudo isso, sobrou raça da equipe e o oportunismo do volante, que tem seus defeitos mas honrou a camisa que veste. Como aliás todo o resto do time, que pôs a alma em campo, quando todos (inclusive eu) esperavam que fosse afrouxar depois do pesadelo do jogo na altitude pela Libertadores, o desgaste da viagem, etc. Foi um jogo de superação, mas que mostrou, mais uma vez, as deficiências técnicas do time.

Obs: Se alguém puder me explicar por que Leão tirou Renatinho, o atacante que mais criou no primeiro tempo, eu agradeço.

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