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Coração selvagem

Luiz Zanin Oricchio

18 de dezembro de 2006 | 17h08

Amigos, acabei de chegar de Cuba e ainda tenho de fazer um balanção do festival, pois vi muita coisa boa por lá. Por ora, digo o seguinte: claro que se trata de uma produção irregular, há filmes comerciais, como o argentino Las Manos, convencionais do ponto de vista estético, como o cubano Páginas do Diário de Maurício, o que se quiser. Mas, em meio a tudo isso, aparecem também filmes indomáveis, uma espécie de coração selvagem do cinema, indomesticáveis como Drama/MEX, do mexicano Gerardo Naranjo, ou Gozar, Comer, Partir, do cubano Arturo Infante. Cinema diferente, irreverente, anti-comercial. Você pode achar defeitos neles, como muita gente acha (inclusive eu), mas pode também curtir a originalidade dessas propostas pouquíssimo comerciais, abusadas, sarcásticas, que representam um pouco do que restou da alma insurgente da latinidade neste nosso tempo de acomodação.

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