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Copa de Elite e sem graça

Luiz Zanin Oricchio

21 de abril de 2014 | 18h05

Ao ver Copa de Elite, fiquei pensando que a paródia talvez seja o subgênero cômico mais difícil. É muito difícil chegar ao nível de, digamos, O Homem do Sputnik ou Matar ou Correr. Quer dizer, buscar apoio em alguma obra de grande popularidade, ironizá-la por dentro e conseguir um efeito cômico.

Copa de Elite é uma soma de fracassos. Falha ao buscar graça na imitação de Tropa de Elite e em seu principal personagem, o Capitao Nascimento. Falha mais ainda ao tentar tirar proveito de um grande evento como a Copa do Mundo, que se realiza em menos de dois meses.

A “ideia”, se a palavra for justa, é que o capitão passa a ser hostilizado pelas pessoas depois de salvar o camisa 10 da Argentina,que poderá se tornar campeão do mundo em terra brasilis. É preciso também salvar o papa, que está sob ameaça de atentado em pleno Maracanã.

As situações são muito fracas, a trama demasiado manjada e certos “atores”, como Rafinha Bastos no papel de vilão, beiram ao constrangedor.

Assisti numa sessão normal, com público idem. Havia uma galerinha que já entrou achando graça por antecipação. Não resistiu muito tempo e parou de rir. O resto do cinema me pareceu indiferente. Havia meia casa, à tarde, numa sexta-feira santa. Nada mau. Mas o filme é péssimo.

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