Começa hoje a Mostra de Gostoso online
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Começa hoje a Mostra de Gostoso online

Luiz Zanin Oricchio

10 de março de 2021 | 13h01

Cena do documentário Açucena, uma das atrações da Mostra de Gostoso

Em tempos normais, a Mostra de Cinema de Gostoso realiza-se naquela que é chamada de “a mais bela sala de cinema do mundo”. A saber, a Praia do Maceió, em São Miguel do Gostoso (Rio Grande do Norte), onde é erguido o telão no qual são exibidos os filmes, sob céu estrelado, rumor marinho e brisa refrescante. Em tempos de pandemia, como outros festivais, o de Gostoso realiza-se online. 

Não é nem de longe a mesma coisa. Mas vale para marcar posição e não deixar passar em branco esta que é a sua 7ª edição. Na verdade, o festival que começa hoje refere-se a 2020. O de 2021, os diretores do evento, Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, esperam ainda realizar de maneira presencial, caso a epidemia ceda até o final do ano com a maioria das pessoas tendo sido vacinada.

O festival que começa hoje exibirá 34 filmes, acessíveis através do site www.mostradecinemadegostoso.com.br e hospedados na plataforma de streaming Innsaei.TV https://innsaei.tv/. A programação ficará disponível durante os cinco dias da Mostra.

Eis a programação, bastante apetitosa pelo que dela conheço: 

A programação será dividida em:

MOSTRA NACIONAL

Serão exibidos seis longas e dez curtas-metragens brasileiros produzidos em 2020 e 2021. Cada filme será acompanhado de um vídeo com perguntas e respostas com o(a) respectivo(a) diretor(a), a respeito do processo de criação e produção dos filmes e das temáticas abordadas. Filmes selecionados:

Longas-metragens

Açucena – Dir.: Isaac Donato; BA; 2021

Antena da Raça – Dir.: Paloma Rocha e Luis Abramo; SP; 2020

Até o Fim – Dir.: Glenda Nicácio e Ary Rosa; BA; 2020

Cavalo – Dir. Rafhael Barbosa e Werner Salles; AL; 2020

Cidade Correria – Dir.: Juliana Vicente; RJ; 2020

Nũhũ yãg mũ yõg hãm: essa terra é nossa! – Dir.: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero; MG; 2020

 

Curtas-metragens

4 Bilhões de Infinitos – Dir.: Marco Antônio Pereira; MG; 2020

A Morte Branca do Feiticeiro Negro – Dir.: Rodrigo Ribeiro; SC; 2020

Casa com Parede – Dir.: Dênia Cruz; RN; 2020

De Vez em Quando eu Ardo – Dir.: Carlos Segundo; MG; 2020

Lora – Dir.: Mari Moraga; SP; 2020

Mestre Marciano – Dir.: Igor Ribeiro e Rubens dos Anjos; RN; 2021

Ser Feliz no Vão – Dir.: Lucas Rossi; RJ; 2020

Trindade – Dir.: Rodrigo Meireles; MG; 2020

Urubá – Dir.: Rodrigo Sena; RN; 2020

Vai Melhorar – Dir.: Pedro Fiuza; RN; 2020

 

 

MOSTRA ACERVO

Cada um(a) dos(as) seis diretores(as) dos longas-metragens da Mostra Nacional indicou uma obra brasileira, que inspirou sua formação enquanto realizador(a). Os(as) diretores(as) gravaram um vídeo falando sobre o motivo da escolha, que será veiculado antes do início de cada filme da Mostra Acervo. Além das obras escolhidas pelos(as) realizadores(as), será exibido Cinemateca Brasileira (1993), documentário dirigido pelo cineasta paulista Ozualdo Candeias, que acompanha o início da transferência da Cinemateca Brasileira para a sede atual.

Vidas Secas – Dir.: Nelson Pereira dos Santos; 1963. Escolhido Isaac Donato.

Copacabana Mon Amour – Dir.: Rogério Sganzerla; 1970. Escolhido por Ary Rosa e Glenda Nicácio.

São Bernardo – Dir.: Leon Hirszman; 1972. Escolhido por Rafhael Barbosa e Werner Salles.

Claro – Dir.: Glauber Rocha; 1975. Escolhido por Paloma Rocha.

Bicho de Sete Cabeças – Dir.: Laís Bodanzky; 2000. Escolhido por Juliana Vicente.

Martírio – Dir.: Vincent Carelli; 2016. Escolhido por Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero.

Cinemateca Brasileira – Dir.: Ozualdo Candeias; 1993

 

SESSÃO XANADU

Serão exibidos dois longas-metragens produzidos pela Xanadu Produções Cinematográficas, filmes raros da história do cinema brasileiro, inéditos em plataformas de streaming.

A Xanadu foi fundada em um parceria entre João Callegaro, Carlos Reichenbach e Antonio Lima. Ainda muito jovens e iniciando suas carreiras, os três cinéfilos decidiram produzir um filme em episódios de teor altamente comercial, de modo que o retorno de bilheteria pudesse viabilizar seus filmes seguintes. Nasce As Libertinas (1968), obra de baixíssimo custo que explorava uma temática capaz de atingir diretamente o grande público.  O filme foi distribuído para todo o Brasil pela Cinematográfica Franco Brasileira, de propriedade dos Irmãos Valancy, apresentados aos sócios da Xanadu pelo produtor Renato Grecchi. Foi um enorme sucesso popular, permanecendo 50 semanas em cartaz em São Paulo, nos Cine Coral e Normandie.

Após o lançamento de As Libertinas, Reichenbach inicia uma aproximação com a região da Rua do Triumpho, no centro de São Paulo, onde começava a se aglutinar um pessoal interessado em cinema que depois originaria o polo produtor conhecido como Boca do Lixo. Ainda na euforia do início da Boca, o longa-metragem Audácia (1970), também produzido pela Xanadu, mas sem a presença de João Callegaro, dá continuidade com o projeto anterior. Este, porém, não obteve o mesmo sucesso que seu antecessor.

Será disponibilizado um depoimento em vídeo inédito com o cineasta João Callegaro.

Filmes a serem exibidos:

As Libertinas – Três História de Amor e Sexo| 1968 (Episódio 1 – Alice: dir. Carlos Reichenbach Filho; Episódio 2 – Angélica: dir. Antonio Lima; Episódio 3 – Ana: dir. João Callegaro)

Audácia, a Fúria dos Desejos | 1969 (Prólogo – dir. Carlos Oscar Reichenbach Filho; A Baladíssima dos Trópicos x Os Picaretas – dir: Carlos Oscar Reichenbach Filho; Amor – 69 – dir. Antonio Lima)

 

SESSÃO CINELIMITE

O CineLimite é uma plataforma online dedicada a fornecer acesso à história do cinema brasileiro nos Estados Unidos. A Sessão CineLimite reúne três filmes que marcaram o turbulento ano de 1968, que terminou com a promulgação do Ato Institucional nº 5: A Vida Provisória, O Bravo Guerreiro e Desesperato. Essas três obras à sombra de Terra em Transe, relacionadas a partir de uma ideia do cineasta Vladimir Carvalho (que apresenta os filmes nesta mostra), sofreram censura devido a suas estéticas revolucionárias e suas narrativas políticas explicitamente críticas. Hoje, esses filmes nos lembram o papel importante que o cinema e as artes podem desempenhar em momentos de turbulência social ou política.

Será disponibilizado um depoimento em vídeo inédito com o cineasta Vladimir Carvalho.

Filmes a serem exibidos:

A Vida Provisória – Dir. Maurício Gomes Leite; 1968

O Bravo Guerreiro – Dir.: Gustavo Dahl; 1968

Desesperato – Dir.: Sérgio Bernardes Filho; 1968

 

 

 

SESSÃO BOI DE PRATA

Será exibido o filme Boi de Prata (dir.: Carlos Augusto da Costa Ribeiro Júnior, 1981), um dos primeiros  longas-metragens produzidos no estado do Rio Grande do Norte. Boi de Prata é ambientado na zona rural de Caicó, onde Eloy Dantas, filho de família latifundiária da cidade, ao retornar de uma temporada de estudos na Europa, quer implantar uma empresa de mineração.

Unindo forma e conteúdo, o diretor Ribeiro Júnior conseguiu realizar um longa-metragem no pequeno Estado do Rio Grande do Norte no final da década de 1970, usando atores, figurantes e técnicos nordestinos, contribuindo sobremaneira para a formação e o aprimoramento de profissionais da região Nordeste, que iriam seguir carreira no cinema do Brasil e do exterior por muitos anos, como Walter Carvalho, que fez sua estreia como diretor de fotografia em Boi de Prata, do maquiador Amaro Bezerra, da montadora Jussara Queiroz, entre outros.

Boi de Prata foi montado por Severino Dadá e Jussara Queiroz, com trilha e efeitos sonoros realizados por Mirabô Dantas, em 1980. No ano seguinte foi exibido para a população do Rio Grande do Norte em poucas sessões, mas nunca teve uma temporada comercial, como estava previsto no contrato de distribuição da Embrafilme, por razões até hoje não esclarecidas.

A produtora de audiovisual Flávia Assaf (mestra em História pela UFRN) foi a responsável pela localização e digitalização da única cópia em película de “Boi de Prata” de que se tem conhecimento, cedida pela Cinemateca do MAM-RIO.

Será disponibilizado um depoimento em vídeo inédito com o diretor de fotografia Walter Carvalho.

 

MOSTRA COLETIVO NÓS DO AUDIOVISUAL

Foram selecionados cinco curtas-metragens dentre os dezenove filmes já realizados pelo Coletivo Nós do Audiovisual, formado por jovens de São Miguel do Gostoso que participam de cursos de formação oferecidos desde 2013 pela Mostra de Cinema de Gostoso. Os filmes do Coletivo já foram premiados em diversos festivais de cinema, como o 30º Festival Internacional de Curtas de SP, o 12º Los Angeles Brazilian Film Festival e o 8º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, além de terem sido licenciados para canais de TV como o Canal Brasil e TV Cultura.

Autômato do Tempo – Dir.: Rubens dos Anjos; 2018

Filho de Peixe – Dir.: Igor Ribeiro; 2018

O Contador de Causos – Dir.: Coletivo Nós do Audiovisual; 2013

O Menino e a Caixa Misteriosa – Dir. Leonardo Maximiano e Andrieli Torres; 2015

O Pai da Noite – Dir.: Hugo Ério e Artísio Silva; 2015

 

MASTERCLASSES

Serão realizadas três masterclasses em formato de vídeo pré-gravado com renomados(as) professores(as) de cinema. Cada masterclass será dividida em oito vídeos com cerca de 10 minutos de duração, cada um com um subtema específico. Estes vídeos serão disponibilizados na plataforma de streaming onde serão exibidos os filmes da Mostra de Cinema de Gostoso e em seguida, ficarão disponíveis no canal do YouTube da Mostra.

Masterclass 1 – Ines Aisengart Menezes

Introdução sobre preservação de patrimônio audiovisual, abarcando os conceitos, as práticas, a história e os desafios da área. Ainda, noções de políticas para a produção do audiovisual e a sua preservação, de gestão do patrimônio cultural em instituições, do arquivamento de dados pessoais e das especificidades da preservação de registros audiovisuais em película, vídeo e digital.

Ines Aisengart Menezes é preservacionista audiovisual. Co-curadora da temática Preservação na CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto desde 2017. Trabalhou na Cinemateca Brasileira de 2016 até 2020. Graduada em Cinema (UFF) e mestra em Preservation and Presentation of the Moving Image (Universiteit van Amsterdam).

Masterclass 2 – Ismail Xavier

Masterclass com o autor do livro “Sétima arte, um culto moderno: o idealismo estético e o cinema” (Edições Sesc, 2017). Um clássico da historiografia do cinema mundial no Brasil, o livro aborda a afirmação do cinema como forma de arte e o porquê de sua acolhida pelos modernos como uma linguagem de expressão artística fundamentalmente moderna.

Ismail Xavier é considerado um dos mais importantes teóricos e professores de crítica e história do cinema brasileiro, pesquisador formado em Comunicação Social com habilitação em Cinema pela ECA- USP, fez mestrado e doutorado em Teoria Literária na FFLCH-USP e PhD em Estudos do Cinema pela Universidade de Nova York, é professor na Escola de Comunicações e Artes da USP desde 1971 e autor de diversos livros.

Masterclass 3 – Thiago de André

A masterclass irá traçar um panorama da evolução e história das principais tecnologias de filmagem e exibição cinematográfica, desde o início do cinema até a recente transição para a exibição digital, com ênfase nas questões econômicas que permearam essa evolução.

Thiago de André é professor no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, e doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela mesma instituição. Atua também como coordenador de produção e pós-produção de filmes e festivais de cinema.

 

 

CURSOS DE FORMAÇÃO

Serão realizados dois cursos através de videoconferência para o Coletivo Nós do Audiovisual, dando continuidade ao trabalho de formação técnica e audiovisual que a Mostra de Cinema de Gostoso proporciona à jovens da cidade de São Miguel do Gostoso (RN) e arredores. Serão abertas inscrições limitadas para ouvintes, a serem anunciadas em breve no site e redes sociais da Mostra.

Curso 1 – Criação Audiovisual em Coletivos de Cinema

A partir das experiências do cineasta Pedro Diógenes, que integrou o coletivo de cinema Alumbramento (Fortaleza-CE) entre 2010 e 2016 e de André Santos e Babi Baracho, integrantes do Coletivo Caboré (Natal-RN), será criado um espaço de discussão junto ao Coletivo Nós do Audiovisual de São Miguel do Gostoso, com o objetivo de ampliar o olhar e inspirar os jovens de Gostoso para experiências diversas de realização de cinema.

Pedro Diógenes, nasceu em 1984, se formou na primeira turma da Escola de Audiovisual de Fortaleza em 2008 e integrou o coletivo Alumbramento entre 2010 e 2016. Pedro dirigiu e roteirizou 7 longas-metragens, realizou 10 curtas e trabalhou como técnico de som em mais 60 filmes. Seus longas foram distribuídos nas salas de cinema do Brasil além de terem sido exibidos e premiados em importantes festivais como: Pajeú (Estreou no Fid Marseille e Prêmio de melhor filme Brasileiro no Olhar de Cinema de Curitiba) Inferninho (Estreou no Festival de Rotterdam e foi premiado no Festival do Rio, Janela Internacional, Queer Lisboa, Mostra de Gostoso, entre outros) O Último Trago (Melhor Montagem, Fotografia e atriz coadjuvante no Festival de Brasília), Com Os Punhos Cerrados (Estreou em Locarno e ganhou Melhor filme no Transcinema do Peru, no Cineb do Chile e Santa Maria da Feira em Portugal), No Lugar Errado (Menção especial no Festival LUME), Os Monstros (premiado no BAFICI da Argentina) e Estrada Para Ythaca (vencedor da mostra Aurora em Tiradentes). Pedro dirigiu a série de TV musical Porto Dragão Sessions exibida no canal Music Box. Atualmente Pedro Diógenes faz parte do grupo Marrevolto Filme.

André Santos é sócio fundador e administrador da produtora Caboré Audiovisual. Tem experiência no cinema, na  televisão e na publicidade. Trabalha como diretor, roteirista, produtor executivo, assistente de direção e diretor de produção. Na universidade, dirigiu e escreveu os curtas Rastro da Flor, Do Mar e Vida Pouca, que rodaram festivais dentro e fora do Brasil, recebendo prêmios. É diretor das 3 temporadas da websérie SEPTO, pela qual ganhou o prêmio de Melhor Diretor no SP Webfest. Dirigiu e escreveu os curtas Natureza do Homem, Dias Felizes e, recentemente, “Time de Dois”. Assina também os roteiros dos longas-metragens Corpo Clandestino e Meu Sofá, contemplados para desenvolvimento no Prodav 05.

Babi Baracho é sócio fundadora e administradora da Caboré Audiovisual, Bacharel em Cinema e Audiovisual (UnP) e Especialista em Cinema (UFRN). Possui experiência com Coordenação de Projetos, Produção, Produção Executiva e Direção. Escreveu e dirigiu os curtas Janaína Colorida Feito o Céu e Sem retrato e sem bilhete, e codirigiu o curta documental Família Tropa Trupe – O Circo Enquanto Vida” Foi Diretora de Produção de Som do Morro (Canal Futura), No Fim de Tudo (Canal Brasil), Vai Melhorar (Prêmio de Aquisição – Canal Curta), dentre outros. É Produtora Executiva de diversos curtas da Caboré Audiovisual, além da websérie Septo, a qual também exerce a função de Diretora Geral. No eixo formativo, ministrou oficinas de audiovisual no RN, participou de mesas, palestras e júri de festivais.

 

Curso 2 – Realização de um Festival de Cinema

O curso apresenta um estudo de caso do Festival de Cinema de Vitória, e é dividido em 3 blocos: produção, produção executiva e mobilização. A partir do Festival de Cinema de Vitória, que atualmente encontra-se na 27ª edição, compreende-se o desenvolvimento e aplicação dos processos que envolvem a pré-produção, produção e pós-produção de um projeto. Com duração de 2 horas serão tratados temas como captação de recursos, formatação financeira, curadoria, programação e lançamento. Com metodologia de apresentação do estudo de caso e debate, os três professores irão apresentar as etapas de realização de um Festival de Cinema, a partir da experiência no Espírito Santo.

O curso será ministrado por Fran de Oliveira, produtor, realizador e editor no Festival de Cinema de Vitória há mais de 20 anos. Também atua como orientador em oficinas de animação, além de ser programador e animador audiovisual; Guilherme Rebêlo, produtor cultural. Com 10 anos de experiência, atua em projetos nas áreas de artes, cultura e direito humanos com foco em difusão e formação de público. Atualmente desenvolve projetos no Instituto Brasil de Cultura e Arte, como o Festival de Cinema de Vitória. Dirigiu a produção de filmes como Pássaro Sem Plumas e Zacimba Gaba – Um Tiro no Escuro, ambos com direção de Tati Rabelo e Rod Linhales. No grupo Assédio Coletivo, desenvolveu projetos como Festival Tarde no Bairro, Webséries e Reviravolta Coletiva; e Larissa Delbone, advogada e produtora executiva do Festival de Cinema de Vitória e diretora do Instituto Brasil de Cultura e Arte. Atua em projetos na área da cultura, artes, assistência social e direitos humanos. 

 

GOSTOSO LAB – 2ª Edição

O Gostoso Lab, realizado em parceria com o BrLab, é um espaço voltado à reflexão e análise de projetos para o desenvolvimento e intercâmbio criativo de ideias e configura-se como um espaço de discussão coletiva, em torno do argumento, da narrativa, da realização, da produção e da distribuição de um longa-metragem. As atividades de consultoria do Gostoso Lab ocorrerão durante a realização da 7ª Mostra de Cinema de Gostoso, em formato online.

Projetos selecionados:

 

A PONTE – RN

Direção: Aristeu Araújo

Produção: Pedro Fiuza

 

BOMBA-BATOM – BA

Direção: Marília Cunha

Produção: Marília Cunha e Isaac Donato

 

CAVALO (w.t.) – PE

Direção: Juliana Lapa e Valentina Homem

Produção: Dora Amorim e Júlia Machado

 

ENTRE MARÇO E ABRIL – RN

Direção: Davi Revoredo

Produção: Carla Mariane

 

OLHE PARA MIM – AL

Direção: Rafhael Barbosa

Produção: Felipe Guimarães

 

PARTISTE – BA

Direção: Ceci Alves

Produção: Ceicça Boaventura

 

Os participantes terão oportunidade de trabalhar sob orientação e em interlocução com profissionais renomados da indústria audiovisual brasileira, sob tutoria do diretor Ramon Porto Mota, do produtor Ivan Melo, da produtora Nara Aragão e do produtor e diretor do BrLab, Rafael Sampaio, responsável pela coordenação pedagógica. Ao longo dos seis primeiros dias, os representantes dos projetos selecionados participarão de intensas atividades de discussão através de consultorias individuais, sessões coletivas e de uma programação que contará com palestras e encontros com profissionais do audiovisual. No sétimo e último dia, os projetos serão apresentados em formato de pitch virtual para convidados, antes da conclusão do laboratório. As atividades visam apresentar um panorama do cenário brasileiro e internacional da produção audiovisual, e oferecer ferramentas para que os projetos de longa-metragem sejam melhor desenvolvidos e potencializados em seus diferentes aspectos fundamentais como roteiro, direção, produção e distribuição.

 

 

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