As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Clássico meia-boca

Luiz Zanin Oricchio

27 de janeiro de 2008 | 21h51

Não é pelo 0x0, mas acho que se poderia esperar mais de um São Paulo x Corinthians, mesmo em início de temporada. Reparem, por exemplo, no número de passes errados, chutões, jogadas de pouca técnica durante a partida. É meio chato ver isso em futebol profissional.

Em termos de resultado, acho que o empate era mesmo o que teria de acontecer. Não vi superioriadade nítida de um time sobre o outro. Agora, tem uma coisa: acho que aquele gol de cabeça do Adriano só seria anulado por uma arbitragem brasileira. Ou seja, superficial, intervencionista, sempre pronta a entrar na conversa de jogadores que simulam faltas.

Já na Vila, o Santos conseguiu sua primeira vitória. Que não se iludam os santistas, pois o time não apresenta qualquer traço de conjunto. Várias vezes a defesa (com três zagueiros!) foi pega completamente aberta. Os atacantes do Bragantino só não conseguiram marcar porque são muito ineficientes. E porque Fábio Costa trabalhou bem quando exigido.

O moleque Thiago Luís estreou bem. Buscou o jogo, apresentou-se e marcou um gol. Chamá-lo de “novo Messi” é conversa de empresário, que já deseja lucrar forte em cima do menino. Vamos com calma. Agora, que ele é promissor, lá isso é.

O melhor jogo que vi neste final de semana foi Ponte Preta 3 São Caetano 0. Como é gostoso ver um time entrosado, com padrão de jogo, que põe a bola no chão, troca passes e sabe o que quer durante a partida.

A Ponte apresenta até agora o melhor futebol do Campeonato Paulista e, não por acaso, é o único time com 100% de aproveitamento. Até aonde pode ir? Essa é a pergunta que sempre nos fazemos quando algum time do interior se destaca no início da competição. Que não seja a Ponte o cavalo paraguaio da vez.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.