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Clássico equilibrado

Luiz Zanin Oricchio

20 Janeiro 2008 | 18h21

Quem pensava que seria uma barbada para o Palmeiras, assistiu a um clássico equilibrado na Vila. No começo, de fato, o Palmeiras marcou sob pressão e não deixou o Santos jogar. Poderia ter marcado seu gol.

Mas, aos poucos, o jogo foi sendo equilibrado no meio de campo e as oportunidades (ou falta delas) ficaram iguais. No segundo tempo, achei o Santos até levemente superior.

No duelo tático entre treinadores rivais, deu empate, como no jogo. Acho que ambos, mas Leão em particular, devem prestar atenção aos passes errados, alguns muito fáceis e que dão o contra-ataque ao adversário, desnecessariamente. Afobação? Gramado pesado? Ou falta de técnica, mesmo?

Mas mesmo em seus defeitos Palmeiras e Santos foram iguais. Nenhum dos times se mostrou tão nitidamente superior ao outro de modo que a vitória parecesse uma conseqüência lógica. Valdívia foi bem marcado e Alex Mineiro não conseguiu aparecer tanto, embora jogasse bem. Do lado do Santos, me agradou o lateral Filipi, que ainda tem muito o que crescer mas mostra vontade e agressividade no ataque.

Somado tudo, nem o Palmeiras de Luxemburgo parece estar reeditando a Academia, e nem o Santos de Leão teve a aparência da galinha morta em que parecia ter se convertido depois da atuação medíocre diante da Portuguesa na abertura do Paulistão.

O jogo em si, embora sem gols, foi agradável, com alternativas táticas e oportunidades perdidas dos dois lados. Ninguém parecia conformado com o empate, o que melhora muito o jogo, pelo menos em termos de emoção. Tem gente que não entende mas um 0x0 pode ser melhor do que muita partida cheia de gols. Aliás, pelada de praia é na base do seis vira e doze acaba e nem por isso é espetáculo.