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Clássico em bom estilo

Luiz Zanin Oricchio

11 de fevereiro de 2008 | 13h18

O clássico me supreendeu. O que é bom, dado o marasmo atual do futebol. Pensei que o São Paulo fosse atropelar o Santos, o que, de fato, parecia que ia mesmo acontecer dado seu volume de jogo infinitamente superior no início do jogo. Mas aí entra o futebol e sua lógica própria e é o Santos que abre o placar. Para sofrer o empate logo em seguida, restabelecendo alguma coerência ao primeiro tempo.

Para o segundo, Leão mexeu bem e anulou a jogada pela esquerda, que vinha sendo o forte do São Paulo. Equilibrou o jogo. E, quando o fez, tomou o segundo gol, na lógica própria do futebol. Mas, com o jogo mais igual, o Santos provou que poderia ser um adversário válido e conseguiu empatar. O momento era todo do Santos. E, mais uma vez, pela “lógica” do futebol, quem ganhou foi o São Paulo, depois do Santos ter duas chances claríssimas de sair vencedor, com Kléber Pereira, foi um chute despretensioso de Carlos Alberto, ajudado por Domingos, que deu o resultado definitivo à partida. A lógica do futebol é outra.

Resumindo: um jogo decidido nos detalhes, que poderia ser vencido por um ou por outro, como costuma acontecer em clássicos bem equilibrados. Quem poderia prever isso antes da partida? Eu não.

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