As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Cinema Novo

Luiz Zanin Oricchio

02 de fevereiro de 2007 | 15h39

Materinha minha no Guia do Estadão de hoje sobre o mostra Revisão do Cinema Novo em cartaz no CCBB-SP

Até hoje, quem sai do Brasil e fala em cinema brasileiro, costuma ouvir alguma referência ao Cinema Novo, o movimento dos anos 60 que tem em Gláuber Rocha seu profeta e nome mais vistoso. A retrospectiva, com debates, promovida pelo Centro Cultural Branco do Brasil (em cartaz até 25 de fevereiro) é chamada de Revisão do Cinema Novo.

Faz lembrar o livro de Gláuber, lançado no calor da hora, e intitulado Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. Como lembrou Ismail Xavier, cuja contribuição para a compreensão do CN é fundamental, Gláuber, nesse livro, procura fundar uma linha de evolução negando parte da tradição anterior e, nela, encontrando uma filiação. A saber, negando a chanchada e a Vera Cruz, escolhendo Humberto Mauro como pai fundador e Nelson Pereira dos Santos como inspirador. Esse espírito de inovação, aliado a um engajamento político comum, é o que dá liga a um movimento formado por talentos tão diferentes.

A diversidade pode ser vista nos filmes escolhidos, como Ganga Zumba, de Cacá Diegues e Deus e o Diabo na Terra do Sol e Barravento, ambos de Gláuber e todos programados para hoje. Ou Bahia de Todos os Santos, de Trigueirinho Neto, e Os Fuzis, de Ruy Guerra. Ou ainda o curta O Circo, de Arnaldo Jabor e A Falecida, de Leon Hirszman. São estilos diferentes mas de certa forma unificados pela relação de afinidades sociais e estéticas dos cineastas. Uma raridade no programa: A Vida Provisória, do crítico mineiro Maurício Gomes Leite.

Serviço

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
www.bb.com.br/cultura

Cinema (70 lugares): R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)

Sujeito à lotação da sala.

(11) 3038-6698

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.