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Cinema como arte popular

Luiz Zanin Oricchio

10 de fevereiro de 2009 | 20h38

Soube agora, no final da tarde, que Se eu Fosse Você 2 já atingiu 4,7 milhões de espectadores. É, portanto, o segundo público desde a Retomada (meados dos anos 90), perdendo apenas, e por enquanto, de 2 Filhos de Francisco, que fez 5,3 milhões. Hoje de manhã fui ver Menino da Porteira, que entrará no mesmo segmento de mercado – o do filme popular, digno, sem apelações. É claro que a qualquer um deles se pode (e se deve) fazer considerações críticas, mesmo porque o aplauso popular não é sinônimo de bom filme. Assim como o aplauso crítico também não é julgamento definitivo e irrecorrível.

Só o que eu queria dizer é que esses filmes são muito benéficos a qualquer cinematografia. Tiram o cinema do gueto e nos relembram que ele já foi, e pode continuar a ser, uma arte de consumo popular. Tudo mudou dos anos 40 ou 50 para cá, sabemos. O preço do ingresso subiu muito, outras formas de entretenimento apareceram e tudo o mais. Mas, volta e meia surge um filme que lota uma sala grande e coloca centenas de pessoas em sintonia com o que se passa na tela.

É a experiência coletiva do cinema, que não se pode perder.

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