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Cine Olympia

Luiz Zanin Oricchio

23 de abril de 2012 | 20h30

BELÉM – Estou aqui no Pará para as comemorações do centenário do Cine (ou Cinema) Olympia. É o mais antigo do Brasil, ainda em atividade, com o mesmo nome e funcionando no mesmo local.

Participamos, Rô e eu, de uma série de seminários, destinados a celebrar o velho cinema. Falamos sobre crítica, mas os depoimentos mais interessantes e emocionantes vieram dos frequentadores do cinema, gente que curtiu filmes em suas cadeiras ao longo das décadas de suas vidas.

O cinema faz parte de um conjunto arquitetônico que era composto pelo Teatro da Paz e o Grande Hotel. Ecos dos tempos do esplendor da borracha, quando dinheiro espirrava pelo ladrão na Amazônia. O hotel já está descaracterizado; o teatro sobrevive. A praça é magnífica, cheia de espaço, mangueiras, um espaço de convivência.

Hoje, o Olympia está ameaçado, pois o proprietário deseja encerrar as atividades. Há anos é administrado pela prefeitura, tem vida ativa e inteligente, programado por nosso amigo e colega da Abraccine Marco Antonio Moreira. Mas o cinema precisa ser tombado, como primeira medida. E, depois, ter sua antiga fachada restaurada. Ela foi alterada pelo proprietário, que entendeu deveria “modernizá-la”.

As boas notícias vêm da maneira como a população abraçou a causa do Olympia. O público defende o cinema, os jornais noticiam todos os dias, as televisões idem. Com essa corrente, é bem provável que o Olympia sobreviva e tenha um grande futuro pela frente. Ao contrário de outros templos do cinema, que viraram estacionamentos, igrejas evangélicas ou espigões.

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