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Células-tronco e a sociedade laica

Luiz Zanin Oricchio

06 de março de 2008 | 11h41

Foi adiada a decisão do Supremo sobre a pesquisa com células-tronco. Uma discussão bizantina, que já não parece ter sentido desde quando separou-se a Igreja do Estado e a ciência conquistou sua autonomia. Enquanto não se decide, aparecem por aí artigos estranhos, argumentando que uma instituição milenar, como a Igreja, tem o direito à opinião e não pode deixar de manifestar-se sobre esse tipo de questão.

Acho certo. Tem o direito de manifestar-se sobre os assuntos que entende serem de sua alçada e tem mesmo a obrigação de recomendar ao seu rebanho que faça isso e não faça aquilo. Afinal, ninguém é forçado a praticar o aborto, fazer transfusões de sangue ou beneficiar-se do progresso científico aplicado à medicina.

O que a Igreja não pode, isto sim, é impingir suas idéias à sociedade laica. Sim senhor: l-a-i-c-a.

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