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Cartas inéditas de Moravia

Luiz Zanin Oricchio

20 de setembro de 2010 | 20h41

40 cartas inéditas de Alberto Moravia formam o filé mignon do recém-publicado “Alberto Moravia Lettere ad Amelia Rosselli com altre lettere familiari e prime poesie (1915-1961)”, volume organizado por Simone Casini (Bompiani, 365 págs, 17 euros). As cartas são endereçadas à tia do futuro autor de O Conformista, que ainda se assinava Alberto Pincherle. Datadas entre 1920 e 1928, a correspondência é endereçada a essa tia, que teve grande influência durante a adolescência de Moravia. Era mulher de grande cultura, tendo escrito romances e peças teatrais, mantinha coluna em jornal e era muito conhecida em Florença, sobretudo nos ambientes mais cultivados.

As cartas falam das inquietações do adolescente, hospitalizado em função de uma tuberculose óssea, de suas leituras que iam de Ariosto a Dostoiewski, e do seu desgosto com a ascensão do fascismo. E falam também de um romance em gestação, Os Indiferentes, que, ao sair, anos depois, seria sucesso imediato.

Até hoje inéditas, essas cartas estão sendo consideradas um verdadeiro romance de formação do escritor, morto há 20 anos.

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