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Carnaval sob vigilância

Luiz Zanin Oricchio

31 de janeiro de 2008 | 18h54

Acabo de ver a notícia que a escola de samba Unidos do Viradouro foi proibida, pela Justiça, de desfilar com um carro alegórico que representa as vítimas do Holocausto. A Justiça concedeu liminar a pedido da Federação Israelita do Rio de Janeiro.

Não é a primeira vez que uma coisa do gênero acontece. Em 1989, a Beija-Flor foi obrigada a cobrir uma estátua de Cristo vestida de mendigo, atendendo ao pedido do cardeal Dom Eugênio Sales.

Em 2004, foi o cardeal Dom Eusébio Scheid quem exigiu a retirada de imagens religiosas do desfile da Grande Rio. Nas duas ocasiões, o carnavalesco era Joãosinho Trinta.

Em nenhum dos três casos parecia haver intenção de desrespeito a pessoas ou crenças. Mas assim foi entendido, no primeiro caso, pela Federação Israelita do RJ, e, nos outros, pela Igreja Católica.

Carnaval consentido me parece uma contradição em termos. Dê aqui a sua opinião.

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