Candido, oração aos moços da USP
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Candido, oração aos moços da USP

Luiz Zanin Oricchio

17 de junho de 2009 | 13h44

antonio

Não são muitos os exemplos de decência hoje em dia. Então vamos aproveitar os de Antonio Candido e Marilena Chaui, que foram ontem à USP, deram aula simbólica em apoio à greve e manifestaram-se contrários à presença da polícia no câmpus.

Se alguém acha contraditório o pronunciamento de aulas durante uma paralisação, convém lembrar que, nas greves de 1968, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, então na rua Maria Antônia, tornou-se um centro vivo de debates e cursos livres. Era ativíssima em meio à paralisação das aulas naquele tempo de ditadura. Continuou mobilizada e reflexiva, mesmo naquelas condições. Isso faz parte da tradição da USP, da história de todos nós que lá estudamos.

Nesta greve de agora, tão diferente daquelas dos anos 60, Candido, do alto dos seus magníficos 91 anos, disse aos alunos:

“Atuem, exagerem, sejam justos e injustos. Aproximem a faculdade da realidade social”.

Nunca vi oração aos moços tão bonita quanto esta do velho mestre.

Leia reportagem aqui.

usp

Fotos Sergio Castro/AE

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