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Bruxa à solta

Luiz Zanin Oricchio

01 de fevereiro de 2009 | 22h32

Que a bruxa anda solta neste começo de ano, não resta dúvida. Hoje de manhã, de plantão no jornal, estava preparando às pressas a matéria sobre a morte na França da grande Anna Stella Schic, uma das maiores pianistas brasileiras de todos os tempos, intérprete incomparável de Villa-Lobos. Estava no maior sufoco, tentando administrar dez coisas ao mesmo tempo, quando minha mulher me telefonou falando da morte do querido amigo José Tavares de Barros, grande companheiro de festivais, fundador do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro. Era (me pesa o verbo no passado) pessoa gentilíssima, culta, dono de texto exemplar, uma das melhores expressões da esquerda católica de Minas.

No fim de semana soube da morte do crítico Antonio Moniz Vianna, com quem nunca encontrei mas de quem li muitas críticas, inspiradas, embora discordantes em geral da minha maneira de ver o cinema.

Semana passada já tinha se ido Rudá de Andrade, outro amigo querido. E, um pouco antes, Renato Consorte, ator que quase me matou de rir a cada vez que fui entrevistá-lo.

É melhor parar com isso, 2009.

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