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Brasília e os documentários

Luiz Zanin Oricchio

18 de outubro de 2008 | 11h06

Conversei ontem com uma pessoa bem informada sobre o Festival de Brasília. Ela me disse que a seleção de longas de Brasília está muito boa e que, portanto, teremos um belo festival. Ok, veremos.

Queixou-se de que houve críticas prévias pelo excesso de documentários (4 em 6 competidores) e que, se a situação fosse inversa (4 filmes de ficção e dois documentários) ninguém se espantaria. Verdade. Aliás, é tudo verdade, em homenagem ao festival dedicado exclusivamente ao gênero e dirigido por Amir Labaki.

Ninguém, a não ser que seja ruim da cabeça ou doente do pé, pode ter nada contra documentários, por favor. Porém (e sempre há um porém, como dizia Plinio Marcos)o fato é que os documentários vão encontrando nos festivais seu espaço de exibição privilegiado, mesmo porque têm pouco mercado fora deles.

Para Brasília escassearam os candidatos a ficção mesmo que, como afirma nossa fonte, houvesse pelo menos cinco ou seis longas inéditos candidatos, dos quais só um de ficção-ficção foi selecionado, o de Rosemberg Cariry.

Volto ao meu ponto. Brasília precisa acordar se não quiser ser atropelada e perder a primazia entre os festivais. A data é ingrata, os prêmios em dinheiro sofrem concorrência de outros eventos, o Rio engole tudo com sua Première Brasil, e os cineastas e produtores não estão nem aí para a “tradição autoral de Brasília, o festival fundado por Paulo Emilio, etc”.

Aliás, hoje em dia se você falar de Paulo Emilio a certos diretores de cinema, corre o risco de ouvir a pergunta: “E em que time ele joga?

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