Brasília 2018. Festival começa com história ambientada na época da posse de Lula
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Brasília 2018. Festival começa com história ambientada na época da posse de Lula

Tradicional mostra brasiliense, a mais antiga do País, será aberta hoje à noite com ‘Domingo’, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa

Luiz Zanin Oricchio

14 Setembro 2018 | 17h37

 

BRASÍLIA

Já estou na capital do país para mais uma cobertura do Festival de Brasília. A mostra, a mais antiga do calendário (começou em 1965), começa hoje à noite, no Cine Brasília (desenhado por Niemeyer), com o longa fora de concurso ‘Domingo’, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa. Haverá também a apresentação do curta Imaginário, de Cristiano Burlan.

A sessão promete. Mesmo porque o ambiente em Brasília é sempre politizado e os ânimos, a gente sabe, estão cada vez mais acirrados com a proximidade dessas eleições que parecem se desenrolar em Macondo. ‘Domingo’ fala de um encontro de família que se passa num sítio no dia da posse do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Já pensaram?

Desde a edição passada, a 50ª, Brasília decidiu-se por um formato gigante, com muitos filmes, tanto na mostra principal como em paralelas, e exibidas em várias cidades do DF, além do Plano Piloto. Nesta 51ª edição será a mesma coisa. Promete-se cerca de 120 filmes, entre longas, curtas e médias-metragens.

Em todo caso, o filé mignon é sempre o mesmo: a competição oficial com nove longas e 14 curtas. São as duas mostras que dão os Candangos, os tradicionais troféus do Festival.

Muito haverá por dizer no dia a dia e estarei por aqui para mandar a vocês minhas impressões.

Abaixo, os concorrentes da mostra de longas, curtas e também da Mostra Brasília:

 

* Competição de Longa-metragem: «Torre das Donzelas», de Susanna Lira, Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman (SP) e Bloqueio, de Quentin Delaroche e Victória Álvares (PE), os três documentários; Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA), Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida (SP), Temporada, de André Novais Oliveira (MG), Los Silencios, de Beatriz Seigner (SP/Colômbia/França), Luna, de Cris Azzi (MG), New Life S.A., de André Carvalheira (DF), todos ficcionais.

                  *Competição de Curta-metragem: Aulas que Matei, de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia (DF), Boca de Loba, de Bárbara Cabeça (CE), Br3, de Bruno Ribeiro (RJ), Eu, Minha Mãe e Wallace, de Irmãos Carvalho (SP/RJ), Kairo, de Fabio Rodrigo (SP), Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (SP), Plano Controle, de Juliana Antunes (MG), Reforma, de Fábio Leal (PE), todos ficcionais; Guaxuma, de Nara Normande (PE), animação, e Conte Isso Àqueles que Dizem que Fomos Derrotados, de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cristiano Araújo e Pedro Maia de Brito (PE/MG), Liberdade, de Pedro Nishi e Vinicius Silva (SP), e Sempre Verei Cores no seu Cinza, de Anabela Roque (RJ), todos documentários.


                     * Candangão (Mostra Competitiva Câmara Legislativa do DF – com prêmios no valor de R$240 mil, mais Prêmio Petrobras no valor de R$100 mil ao escolhido pelo Júri Popular): Longas-metragens: “O Outro Lado da Memória”, de André Luiz Oliveira, “Marés”, ficção de João Paulo Procópio, e “New Life S.A.” + Curtas e médias-metragens: «A Praga do Cinema Brasileiro», de William Alves e Zefel Coff, «A Roda da Fortuna», de Luciano Porto, «À Tona», de Daniela Conenberg, «Brasilha», de Rafael Morbeck, «Cabeças, de Bruna Carolli, «Casa de Praia», de Duda Affonso, «Entre Parentes», de Tiago de Aragão, « In Memorian», de Gustavo Fontele Dourado e Thiago Campelo, «Me Deixe Não Ser», de Kleber Macedo, «Monstros», de Douro Moura, «Noroeste», de Lucas Ferreira Gesser, « O Homem Banco», de Cícero Fraga, « O Mistério da Carne», de Rafaela Camelo, «Para Minha Gata Mieze», de Wesley Gondim, «Presos que Menstruam», de Alisson Sbrana, «Riscados pela Memória», de Alex Vidigal, «Sinucada», de Rafael Stadniki Morato, e «Terras Brasileiras», de Dulce Queiroz.

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