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Brasil e Uruguai, vitória de Pirro?

Luiz Zanin Oricchio

11 de julho de 2007 | 09h55

Como disse o rei grego Pirro, depois de ganhar uma batalha contra os romanos na qual perdeu muitos homens: mais uma vitória dessas e estamos perdidos!

Mas ganhar é sempre bom, certo? Em termos: e se a vitória, sofrível e nos pênaltis, reforçar na cabeça do Dunga que a concepção dele é que está certa? O que aliás deve ter acontecido. O futebol é estranho (a vida é estranha). Uma bola um pouquinho prá lá ou um pouquinho prá cá faz toda a diferença. Se o Brasil tivesse perdido a disputa de pênaltis, hoje a cabeça de Dunga estaria sendo pedida em praça pública, servida numa bandeja e não necessariamente de prata. Ganhou, tem razão.

Deveríamos ser menos presos a resultados e analisar mais a forma. O Brasil jogou muito mal no segundo tempo. Oscilou maus e bons momentos durante o jogo mas, quando poderia (deveria) ter decidido, retraiu-se. Diego entrou bem e deu mais mobilidade a um meio de campo que não sabe criar. O time está cheio de problemas, e não tem fluência. Mas avançou. E agora espera o vencedor de Argentina e México. Qualquer um dos dois está jogando mais bola. São os dois times que apresentaram melhor futebol até agora na Copa América; mas a Argentina está num degrau acima e Riquelme vive seu momento virtuoso. Isso costuma fazer a diferença, mas não necessariamente.

Futebol é dúvida.

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