Benjamin Button
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Benjamin Button

Luiz Zanin Oricchio

28 de janeiro de 2009 | 14h03

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Achei legal O Estranho Caso de Benjamin Button, de David Fincher, o líder das indicações para o Oscar. Só não acho que seja uma obra-prima, como andaram dizendo por aí. A ideia de inverter o curso do tempo – que se deve a F. Scott Fitzgerald no conto homônimo – rende uma história interessante, e que não deixa de ser comovente, desde que você entre no pressuposto mágico da coisa. O filme é muito bem feito. Inclusive no principal – o “envelhecimento” de Brad Pitt, que vai rejuvenescendo à medida em que passam os anos. Eu achei que o filme poderia ser mais radical, se não fossem alguns cacoetes de “filme de Oscar” nele presentes, como a luz e a música, ambos às vezes muito adocicados. Mas vi bem, acompanhei bem e não me aborreci. Em alguns momentos senti emoção – como na morte do bebê idoso no colo da mulher amada. O abandono do ser humano, seu desamparo mais profundo, está naquele momento. Fora isso, gostei de passagens de humor, engraçadas mesmo. Acho que o caráter fantástico da história também poderia ser aprofundado. Mas aí poderia afastar um pouco o tal do público médio, meio avesso a surrealismos e outros bichos estranhos. Enfim, o filme é bom; mas poderia “enlouquecer” um pouquinho a mais para dar um salto de qualidade.

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