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Batismo de Sangue

Luiz Zanin Oricchio

26 Novembro 2006 | 19h32

Muito comovente a sessão do Cine Brasília com a apresentação de Batismo de Sangue, filme de Helvécio Ratton adaptado do livro de Frei Betto. O filme conta uma história trágica da época da ditadura. Alguns frades dominicanos, que se colocaram como linha auxiliar da Aliança de Libertação Nacional, a ALN de Carlos Marighella, foram presos e torturados. Entre eles, o narrador, Frei Betto (Daniel de Oliveira, de Cazuza) e Frei Tito Alencar Lima (Caio Blat). Tito é o personagem trágico. Torturado à loucura pela “equipe” do delegado Sérgio Paranhos Fleury, nunca mais recuperou a paz de espírito. Foi solto, exilou-se na França e buscou refúgio num convento de sua ordem. Atormentado por fantasmas do passado, suicidou-se em 1973. O filme de Ratton levou a platéia à emoção mais profunda. Batismo de Sangue, é,a meu ver, o mais honesto retrato daquela época lamentável até agora criado pelo cinema nacional.