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Fest Aruanda 2010 Contratempo

Luiz Zanin Oricchio

12 de dezembro de 2010 | 11h45

JOÃO PESSOA

Confesso que não estava “in the mood” para ver Contratempo, de Malu Mader. Me parecia o típico filme-ONG sobre meninos dos morros cariocas que conseguem uma oportunidade de vida ao se tornarem instrumentistas de música clássica. Há disso no filme, é claro, mas é impossível não se comover com o destino de alguns deles, de um particular, talvez o mais simpático, e que termina mal. Ou dos que se dão bem, como os gêmeos que ganham uma bolsa para estudar em Iowa, nos Estados Unidos. Como comentou à noite o amigo Braulio Tavares: pode ser que não se descubram aí concertistas, ou mesmo músicos excepcionais. Mas e daí? Pelo menos é gente que consegue fazer uma vida, vivê-la de maneira normal. Em certas condições, sobreviver já é uma proeza. Sobreviver, e de arte, é quase um milagre. O filme é ok.

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