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Amanhecer ocupa metade do circuito

Luiz Zanin Oricchio

17 de novembro de 2011 | 11h05

Leio que Amanhecer deve ocupar “pelo menos” 1100 salas em seu lançamento.

O circuito brasileiro dispõe de aproximadamente 2200 salas.

Ou seja, 50% do circuito nacional será ocupado pelo filme.

Pode-se deduzir que muitos filmes, que estavam dando boa média de público, serão expulsos do mercado pela chegada do mega lançamento.

Como perguntar não ofende, eu pergunto: essa é uma prática razoável de mercado?

Como é possível ter um circuito exibidor saudável quando metade dele é ocupado por um único lançamento?

Como fica a saudável diversidade cultural, que só existe com a pluralidade de lançamentos e sua permanência nas telas?

Não custa lembrar que a nossa vizinha Argentina, tantas vezes por nós ironizada, lançou um imposto progressivo sobre esses lançamentos gigantes. Quanto maior o número de cópias mais se paga.

Dá para imaginar algo semelhante no Brasil sem que os “liberais” de sempre venham brandir o tema da liberdade de expressão e da livre circulação dos produtos culturais?

Não se dão conta de que uma ocupação militar do mercado, como essa, é que é o verdadeiro atentado à livre circulação das (outras) obras?

Sobre a Argentina, vejam este link: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/08/argentina-cobrara-tarifa-para-filmes-estrangeiros-exibidos-em-cinemas-do-pais.html

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