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Adeus, Mário Carneiro

Luiz Zanin Oricchio

03 de setembro de 2007 | 10h51

VENEZA – Acabo de receber um e-mail contando da morte do grande fotógrafo Mário Carneiro. Quem freqüenta o mundo do cinema sabia que ele andava doente, mas dizia-se que o câncer estava sob controle. Não estava. O cinema perde um dos seus profissionais mais rigorosos, com trabalhos como O Padre e a Moça, para Joaquim Pedro, e Porto das Caixas, para Paulo César Saraceni. Mário fotografou também O Viajante, de Saraceni, um dos belos filmes do cinema brasileiro contemporâneo. Como poucos no cinema nacional, Mário tinha o sentido da forma, da pintura que também faz parte da arte cinematográfica. Não por acaso: era também artista plástico e teve uma educação primorosa. Ele me contou tudo isso numa entrevista que fizemos, em três páginas de cadernos, uns 10 ou 12 anos atrás. Além de tudo, era culto e boa gente. Vai fazer falta. Eu já estou com saudades.

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