Adeus a Niemeyer
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Adeus a Niemeyer

Luiz Zanin Oricchio

05 de dezembro de 2012 | 22h44

 

O blog nem de leve pretende fazer um balanço de obra tão imensa e vida tão longa e intensa. Apenas reverenciar este que foi um dos maiores brasileiros de todos os tempos.

Niemeyer era conhecido e respeitado no mundo todo, o que é um sonho inconsciente do brasileiro – o reconhecimento internacional.

Comunista, não mudou de ideia com a queda do muro ou o fim do império soviético. Isso lhe valeu uma tremenda má vontade em meio aos “formadores de opinião”, o que lá que essa expressão queira dizer. Mas tinham de tolerá-lo, porque o homem era grande. E duro na queda.

Niemeyer amava o mar, a montanha, a mulher. A curva. Abominava a reta, o pensamento quadrado, o prazer linear. “O universo é feito de curvas. O universo curvo de Einstein”, dizia.

Foi-se, como é destino biológico de todos nós.

Mas quantos poderão dizer que viveram 104 anos intensos e criativos como ele?

O Brasil está de luto. Deveria se alegrar por ter tido um homem como este.

Salve, Oscar! Descanse em paz.

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