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A truculência de Mel Gibson

Luiz Zanin Oricchio

22 Janeiro 2007 | 14h06

Claro que depois será preciso analisar melhor, deixar decantar, etc. Mas a primeira impressão que tive de Apocalypto não foi das melhores. Na verdade, foi muito ruim. Assisti ao novo filme dirigido por Mel Gibson numa sessão de imprensa hoje de manhã e custei a agüentar as duas horas e tanto da projeção. Ambientado entre os maias, despreza outros aspectos dessa civilização pré-colombiana e centra a atenção na truculência dos sacrifícios humanos. São três fases distintas: uma relativamente breve introdução mostrando o cotidiano idílico de uma das tribos; depois a pauleira pura dos sacrifícios humanos quando a primeira tribo é capturada por outra; terceiro, uma longa perseguição pela floresta, uma espécie de “Missão Impossível na selva”, como rotulou um dos jornalistas presentes. Um canal de TV me entrevistou depois da sessão e me ocorreu definir dessa maneira o filme do diretor de A Paixão de Cristo: é mais uma vez a truculência sem transcendência. Bem, rimou. E continua não sendo uma solução.